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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA ORIENTAÇÃO PARA  PARA CLINICAR 01

ANAMNESE

Ela está inserida na prática psicopedagógica como instrumento levantador de informações relevantes e necessárias para consecução das hipóteses diagnósticas. Através dela, o psicopedagogo terá uma ampla observação dos fatos quotidianos da história do aprendente segundo seu(s) familiar(es). 
Ainda, assim, destacam-se inúmeras possibilidades da anamnese fornecer à clínica informações que vêm tanto de familiares, acompanhantes, escola, colegas, enfim, um conjunto de situações que investigadas vão proporcionar ao psicopedagogo a compreensão da dinâmica grupal e como essas relações contribuem ou não para manter os sintomas decorrentes dos obstáculos de aprendizagem.

ELABORAÇÃO DA FICHA DE ANAMNESE
Entrevista com o professor;
Entrevista com a mãe;
Criança de 05 a 10 anos é o ideal.

Na linha da Epistemologia Convergente, Visca nos informa que o diagnóstico começa com a consulta inicial (dos pais ou do próprio paciente) e encerra com a devolução.
Antes de se iniciar as sessões com o sujeito faz-se uma entrevista contratual com a mãe e/ou o pai e/ou responsável, objetivando colher informações como:
IDENTIFICAÇÃO DA CRIANÇA: nome, filiação, data de nascimento, endereço, nome da pessoa que cuida da criança, escola que frequenta, série, turma, horário, nome da professora, irmãos, escolaridades dos irmãos, idade dos irmãos.
Motivo da consulta;
Procura do Psicopedagogo: indicação;
Atendimento anterior;
Expectativa da família e da criança;
Esclarecimento sobre o trabalho psicopedagógico.
Definição de local, data e horário para a realização das sessões e honorários.

ORIENTAÇÃO COM:

Organização da caixa lúdica;
Caixa eoca;
Pasta de trabalho.

Para Visca, a EOCA deverá ser um instrumento simples, porém rico em seus resultados. Consiste em solicitar ao sujeito que mostre ao entrevistador o que ele sabe fazer, o que lhe ensinaram a fazer e o que aprendeu a fazer, utilizando-se de materiais dispostos sobre a mesa, após a seguinte observação do entrevistador: “este material é para que você o use se precisar para mostrar-me o que te falei que queria saber de você” (VISCA, 1987, p. 72).
O entrevistador poderá apresentar vários materiais tais como: folhas de ofício tamanho A4, borracha, caneta, tesoura, régua, livros ou revistas, barbantes, cola, lápis, massa de modelar, lápis de cor, lápis de cera, quebra-cabeça ou ainda outros materiais que julgar necessários
É da EOCA que o psicopedagogo extrairá o 1º Sistema de hipóteses e definirá sua linha de pesquisa. Logo após são selecionadas as provas piagetianas para o diagnóstico operatório, as provas projetivas psicopedagógicas e outros instrumentos de pesquisa complementares.

ANALISE DAS PROVAS

PROJETIVAS/GRAFISMO;
ANALISE DAS DEMAIS PROVAS;
DISCURSÕES;/ESCLARECIMENTOS GERAIS;
INTERPRETAÇÕES.
Observação pesquisar sobre as provas pré-operatotias: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/provas_operatoriasfotos.htm
A aplicação das provas operatórias tem como objetivo determinar o nível de pensamento do sujeito realizando uma análise quantitativa, e reconhecer a diferenças funcionais realizando um estudo predominantemente qualitativo.
As provas operatórias têm como objetivo principal determinar o grau de aquisição de algumas noções-chave do desenvolvimento cognitivo, detectando o nível de pensamento alcançado pela criança, ou seja, o nível de estrutura cognoscitiva com que opera. Ela ainda nos alerta que não se deve aplicar várias provas de conservação em uma mesma sessão, para se evitar a contaminação da forma de resposta.   Observa que o psicopedagogo deverá fazer registros detalhados dos procedimentos da criança, observando e anotando suas falas, atitude, soluções que dá às questões, seus argumentos e juízos, como arruma o material. Isto será fundamental para a interpretação das condutas.
Para a avaliação as respostas são divididas em três níveis:
Nível 1: Não há conservação, o sujeito não atinge o nível operatório nesse domínio.
Nível 2 ou intermediário: As respostas apresentam oscilações, instabilidade ou não são completas. Em um momento conservam, em outro não.
Nível 3: As respostas demonstram aquisição da noção sem vacilação.
Pode ocorrer que o paciente não obtenha êxito em apenas uma prova, quando todo o conjunto sugere a sua possibilidade de êxito.
 Se a mãe não permite que a criança faça as coisas por si só, não permite também que haja o equilíbrio entre assimilação e acomodação.
Alguns pais retardam este desenvolvimento privando a criança de, por exemplo, comer sozinha para não se lambuzar, tirar as fraldas para não se sujar e não urinar na casa, é o chamado de hipoassimilação (PAÍN, 1992), ou seja, os esquemas de objeto permanecem empobrecidos, bem como a capacidade de coordená-los.



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